mariage
accouplement
appartenance
cour
lien
intercession
pacification
et
toutes choses
où
co-participe à un couple
nous en mots
toi et moi: faire l'amour avec des mots
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
cadê meu amor
sou feia quando quero
sou linda quando preciso
meus olhos são farpas
dentro de um rosto de veludo
mas seu peito ainda ressona
e seus dentes me constrangem
arrancam-me a pele
e eu vivo mais plena
duas vezes por dia
tantas quantas na semana
trocamos confidências
como velhos conhecidos
eu continuo sisuda
você continua debochado
eu reclamo provas de amor
você compra um bolo de fubá
e é assim que me mostra
que o céu se curva na minha direção
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
às vezes não tenho coragem
sim, não tenho coragem
mas eu sinto
que quanto menos coragem tenho
mais isso me afronta
eu preciso ser alguém que sou de verdade
e sinto realmente que tudo é necessário
você
eu
nós
as pessoas
as crianças
todos estão onde tem que estar
mas estou confusa
sobre o que encontrar depois da porta
e odeio me explicar
e
sempre
sempre faço isso
sim, não tenho coragem
mas eu sinto
que quanto menos coragem tenho
mais isso me afronta
eu preciso ser alguém que sou de verdade
e sinto realmente que tudo é necessário
você
eu
nós
as pessoas
as crianças
todos estão onde tem que estar
mas estou confusa
sobre o que encontrar depois da porta
e odeio me explicar
e
sempre
sempre faço isso
terça-feira, 23 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
ménage
abrirei as pétalas
de nossa rosa
a fim de sugar-lhe
a essência
sob tua excitação
crescente
cavalgando universos
paralelos
olhinhos brilhantes
nossa rosa transcende
em nossas mãos
cálidas
a amamos
como só os amantes
podem
de nossa rosa
a fim de sugar-lhe
a essência
sob tua excitação
crescente
cavalgando universos
paralelos
olhinhos brilhantes
nossa rosa transcende
em nossas mãos
cálidas
a amamos
como só os amantes
podem
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Eu gostaria muito, assim, delicadamente, de brincar com os pelos do seu peito, feito criança a ficar de olhos fechados procurando coisas invisíveis.
Eu gostaria muito de passar o chiclete mastigado, já sem gosto, da minha boca pra sua boca e te fazer rir de nojo.
Eu gostaria muito de passar a tarde preguiçosa sob a sombra da minha mangueira, deitada no seu colo, observando a copa fechada, os raios teimosos que passam por entre as folhas, a atingir em cheio teus olhos meio vesgos, e a gente jogando conversa fora, como quem finge não pensar o mundo com toda a sua complexidade; como se a gente não filosofasse sobre pitangas e aviões.
Eu só queria. E continuo querendo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
E ela? Ia resolver-se, eroticamente, afetivamente, com pessoinha próxima e que de repente se mostrava comprometida. E não era tão importante assim que assim fosse desde que não se fizesse importante parar para saber que era sim importante. É que, sabe, veja bem, há uma lenda da qual tantos de nós quase todos acreditamos, segundo a qual - essa mesma, ora, pois! - a gente atrai o que faz. E até o importante Freud definiu isso com palavras difíceis, transferenciais, projetivas, não vem ao caso. O fato é que nossas leis nos governam e punem a nós mesmos, também e principalmente, quando transgredimos. E assim está feito.
amor livre
quer conversar? ele me disse mas eu sabia que não duraria muito tempo a gente sente quando os motores da nave já estão ligados e nossa companhia vai dar no pé. acontece que este mundo é muito estranho a gente finge muita coisa, menos que está confortável fazemos questão de deixar evidente que isso nos incomoda. eu sei que em algum momento a gente vai cair em alguma cilada do destino, sabe, a vida brinca; não, a vida joga, um jogo correto, não há nada de errado, porque é preciso provar nossas ideologias.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Estrangeiro, meu amor. Estrangeiro em meu mundo, bem assim eu me sinto. O que deveria ser familiar, cotidiano, parece assombrosa novidade, novidade desconhecida e alheia.
Preciso descobrir em mim o Pertencimento. Precisamos, nós, dos nós que desatam a luminosidade oculta, o divórcio do mundo, a ausência do Todo.
Há um pingo batendo insistentemente numa lata vazia embaixo
da minha janela.
Ele bate na borda e explode em pinguinhos multicoloridos
iluminados por um sol quente.
Sinto que a lata enche. O som do pingo muda.
Estou com olhos fixos no teto branco descascado. Vejo os
filetes escurecidos produzidos por alguma infiltração recente. Meu corpo
entorpecido nada reclama, está anestesiado pelo tempo e pelo desvalor.
Eu sinto o cheiro de mofo, estou apodrecendo.
E levanto de um salto, sinto vertigens. Seu amor me convoca
a isso, com uma mão forte, mas muito terna, ora me puxa com suavidade, ora me
empurra com singeleza.
Meu espanto é novo: o cheiro de mofo, o pingo na lata, o
descascar do teto, eu apodrecendo.
E tudo acontece com uma lentidão aparente, mas é o tipo de
coisa que se demora a perceber. Como um cenário mudo, estático: você vira o
rosto e olha de novo, o mesmo cenário, as mesmas coisas, se demora e volta, há
uma pequenina mudança, uma ínfima linha divisória que já não está lá, uma
sensação térmica sutilmente diferente.
É a mudança. Ela chega tão doce quanto certa. E a gente só
tem isso, este momento, pra estacar e observar cada segundo deste instante.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
a carta
para o filósofo
antes de te conhecer eu não tinha a mínima ideia do que eu queria. é verdade que eu sentia tremores de prazer e alguns impulsos estranhos, mas sempre me reprimia. saber da tua existência trouxe um renovo diferente. o tipo de sopro que sempre busquei. ainda não sei nomes e não vou etiquetar sentimentos, mas a ideia que me vem é esta: de que passei a existir quando você expirou ar dentro de mim.
sou grata à Vida por este presente. esta sensação ótima de pertencimento a um mundo - um chão - no qual não enraízo. sim é isto. isto é o que eu quero dizer. é como se eu estivesse e não estivesse, mas precisasse de uma mão amorosa pra conduzir-me.
veja, você não é o único, nunca foi e nunca será. o que ocorre, eu sei, cada um que passa deixa seus vestígios e nós os guardamos, usufruímos ou não. cada pessoa deixa algo de si. você, contudo, deixa a si mesmo, pleno, fruto maduro, suculento.
e eu o como!
um caldo escorre pelo vão da boca. me lambuzo de você. e gozo a cada arrepio frio de sua essência em minha pele.
seu olhos são como burcas coloridas soltas num universo paralelo. são estrelas pontudas que me açoitam eroticamente. cada palavra que sai de sua boca vem com sons de guiso, hipnotiza minha língua e entorpece meus sentidos. você sabe o que está fazendo, me conduz pro abismo com a maestria de um deus e a elegância de um bailarino.
não que eu sozinha não saiba conduzir meu próprio corpo, é que antes de fazê-lo me cabe aprender. E aprendo contigo.
sua menininha
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
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