Eu gostaria muito, assim, delicadamente, de brincar com os pelos do seu peito, feito criança a ficar de olhos fechados procurando coisas invisíveis.
Eu gostaria muito de passar o chiclete mastigado, já sem gosto, da minha boca pra sua boca e te fazer rir de nojo.
Eu gostaria muito de passar a tarde preguiçosa sob a sombra da minha mangueira, deitada no seu colo, observando a copa fechada, os raios teimosos que passam por entre as folhas, a atingir em cheio teus olhos meio vesgos, e a gente jogando conversa fora, como quem finge não pensar o mundo com toda a sua complexidade; como se a gente não filosofasse sobre pitangas e aviões.
Eu só queria. E continuo querendo.
l i n d o!
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